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A Doutrina dos 20%

Gary Hamel era professor de uma escola de negócios por quase 25 anos quando teve um vislumbre que o atingiu em cheio, destruindo seu ego: tipos como ele não tinham muita utilidade. Alunos com as melhores formações em gestão de inovação não se tornavam os melhores gerentes na área. Isto ocorreu depois de ele finalizar uma pesquisa sobre o Google, na qual entrevistou seus principais executivos, mapeou sua história e obsessivamente investigou como os colaboradores geravam um fluxo de produtos verdadeiramente revolucionários, capazes de mudar o mundo.
 
Quando você vai para uma escola de negócios, adquire bastante conhecimento, mas acaba incorporando muitos dogmas também. As próprias crises que enfraqueceram o sacerdócio dos negócios estão conferindo poder aos rejeitados: os rebeldes, desordeiros, jovens e marginalizados.
 
A doutrina dos 20% (vinte por cento) tem os seguintes princípios comuns:
 
I) conceder liberdade criativa: os sistemas alocadores dos 20% de tempo liberam determinados colaboradores das estruturas gerenciais que determinam suas tarefas e garantem mecanismos pelos quais estas pessoas podem desenvolver ideias normalmente consideradas fora do escopo de suas funções e que, por outra maneira, acabariam reprimidas;
II) perceber as paixões das pessoas: permissão para que os colaboradores trabalhem em algo que os entusiasme, o que faz bem não só para o estado de espírito como para os projetos resultantes;
III) o pior é melhor: as pessoas que desenvolvem produtos paralelos à semana de trabalho precisam ganhar tempo criando atalhos, pois o tempo e o dinheiro são escassos. A primeira versão terá de ser simples e básica;
IV) adotar reutilização: os projetos executados nos 20% de tempo não tratam de inovações estelares; tendem a ter um novo e inteligente olhar sobre produto ou tecnologia já existente;
V) Interagir rapidamente: a liberação de fluxo de aperfeiçoamento com a interação interna cria vínculo de feedback positivo;
VI) disseminar o aprendizado: consiste em tornar uma iniciativa totalmente apoiada pela empresa;
VII) convocar terceiros: a ajuda pode vir na forma de trabalho concreto, aconselhamento, publicidade ou afirmação pública.
 
Os negócios estão sendo refeitos de baixo para cima, rumo à maior liberdade criativa nos locais de trabalho e em direção a sistemas que encorajam a autodeterminação dos colaboradores, inclusive em organizações com menos tradição e recursos.

A despeito de todas as motivações racionais para explorar a doutrina dos 20%, o elemento catalisador mais importante é de ordem emocional: a criação livre e direta faz com que nos sintamos bem.
 
Autor: Tate, Ryan. A doutrina dos 20%: como bisbilhotice, a enrolação e a transgressão de regras profissionais geram sucesso nos negócios. Rio de Janeiro, Elsevier, 2012.
 
Resenhado por:
DEUSMAR JOSÉ RODRIGUES
Contador e Advogado

Contato:
www.ottcontabilidade.com.br

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