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Livre-se das Dívidas

Possuir dívidas, em princípio, não quer dizer que se tem um problema. Afinal, dívidas todas nós fazemos e temos. Algumas pessoas, no entanto, adotam um comportamento creditório que fere as regras básicas do equilíbrio financeiro, desencadeando dificuldades e transtornos diversos para si mesmas. Vivem num círculo vicioso e repetem procedimentos como “pegar aqui” para “pagar ali”.
 
De modo geral, a dívida vem acompanhada de um terrível e abominável fantasma: os juros, que é dinheiro jogado fora.
 
A vida financeira tem papel de relevância no contexto da felicidade do ser humano, não podendo ser deixada de lado, ou ser tratada de forma superficial.
 
Quando falamos em vida financeira estamos falando de dinheiro. Sem dinheiro não há vida financeira. É verdade que o dinheiro pode não ser a solução de todos os problemas, mas a falta dele é, por si só, um problema.
 
O dinheiro não é bom nem mau; ele é neutro. O uso que se faz dele é que pode ser proveitoso ou não.
 
Dentro do nível social e mental de cada pessoa, “ter dinheiro” pode significar alguns trocados ou milhões.
 
Para alguém ter vida financeira feliz e próspera – ou seja, ter riqueza -, não basta ter dinheiro; é preciso saber usá-lo bem, e isto pode ser aprendido.
 
1 – OS CINCO STATUS FINANCEIROS
 
De conformidade com a conduta financeira que adotam no trato de suas vidas particulares e o destino que dão ao dinheiro que recebem, as pessoas ocupam uma das cinco situações financeiras abaixo:
 
I) estável (ótima);
 
II) equilibrada (boa);
 
III) comprometida (regular);
 
IV) endividada (ruim);
 
V) insolvente (péssima).
 
As definições são baseadas em percentuais comparativos entre dividas e receitas auferidas.
 
Saber pautar-se dentro do padrão de vida que sua renda possibilita é atitude prudente e sábia. Afora as situações de excepcionalidades (doenças, acidentes), os desequilíbrios financeiros nascem da falta de ajuste da pessoa ao padrão de vida que sua renda financia.
 
Resumindo os cinco tipos de vida financeira, tem-se o seguinte quadro:
 
PERFIL DÍVIDAS SOBRAS
Estável 0% até 100%
Equilibrado até 30% 99 a 70%
Comprometido 31 a 70% 70 a 30%
Endividado 71 a 100% 30 a 00%
Insolvente mais de 100% 00%

2 – AS GRANDES ILUSÕES DOS ENDIVIDADOS
 
São cinco as situações e argumentos que a pessoa utiliza para se justificar quanto à necessidade de fazer empréstimos.
 
I) tenho crédito;
 
II) eu posso pagar a prestação;
 
III) se não fosse a prestação do carro, da TV...;
 
IV) nunca mais entro noutra;
 
V) está na hora de comprar um novo refrigerador...
 
3 – COMO PAGAR DÍVIDAS
 
Pagar dívidas é dar um verdadeiro grito de liberdade. É como quem tira uma corda que está apertando o pescoço. É sair do sufoco. Melhor ainda se o pagamento assinalar o fim de ciclo, de hábito ou vício.
 
Bem melhor de que pagar uma dívida é libertar-se para sempre dela. Evitar entrar em novas situações. Para que você se decida a tomar esta decisão é preciso que esteja plenamente convencido de três coisas:
 
I) é possível viver sem dívidas;
 
II) dívidas pressupõe o pagamento de juros, é juros é dinheiro jogado fora;
 
III) bom mesmo é ter dinheiro sobrando e nenhuma dívida.
 
Com esta disposição interior, relacionamos alguns passos que você pode adotar, alternativa ou cumulativamente, para virar o jogo e ser alguém livre financeiramente:
 
I) tomar ciência do “quanto” você efetivamente deve;
 
II) fazer orçamento pessoal, no mínimo, para 6 meses;
 
III) estabelecer uma ordem de prioridade de pagamentos;
 
IV) selecionar dívidas passíveis de renegociação;
 
V) cancelar novos compromissos ainda não efetivados;
 
VI) cortar ou diminuir despesas desnecessárias ou adiáveis;
 
VII) definir mudanças de hábitos para evitar novas dívidas;
 
VIII) dividir o problema com os credores;
 
IX) priorizar a concentração num só credor de dívidas que estejam pulverizadas entre vários credores;
 
X) dar conhecimento das dívidas a familiares mais próximos;
 
XI) examinar alternativas de obtenção de novos rendimentos;
 
XII) parar se culpar ou de lamentar.
 
Quanto mais economias, melhor. Economizar, no entanto, exige esforço, renúncia, cautela, prudência e cuidados constantes. Qualquer vacilo e todo o esforço de economizar poderá ir embora. Por isto, valorize os centavos de reais, fuja de negócios incertos, evite gastos caseiros excessivos, abdique das festinhas, lute por redução de preços, resista às pressões para gastar feitas por amigos, familiares e marketing em geral.
 
 
Autor: Brito, M. J. Livre-se das dívidas: como negociar, como pagar, como evitar. SP, DPL, 2007.
 
Resenhado por:
DEUSMAR JOSÉ RODRIGUES
Contador e Advogado
 
Contato:
www.ottcontabilidade.com.br

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